Elza, professora, diretora e poeta...

Hoje, nossa entrevistada do Projeto Envelhescência é muito especial. É Elza Francisco, uma das mais ativas pessoas do grupo criado para reunir os visitantes do site. Elza posta fotos de flores, aves, paisagens, pensamentos e poesias sempre muito bem selecionadas. Vendo essa atividade junto ao grupo de envelhescentes, eu a convidei para nos dar esta entrevista. Eis aqui, um resumo do que ela contou.  

Elza vive em Lavrinhas, no Vale do Paraíba, em São Paulo. É a primeira de onze filhos que já geraram 37 netos para o casal formado por uma descendente de italianos e um índio Puri. Dessa herança heterogênea cresceu uma garota que gostava de remar, subir em árvores e conversar com os pássaros. Com a avó materna aprendeu a escrever, bordar e desenhar. Desde pequena, gostava de ler e de escrever , especialmente histórias em quadrinhos – as palavras ligadas às imagens, conta. Foi uma infância integrada à natureza. Depois de 25 anos de casados, os pais se separaram e o convívio com o lado indígena diminuiu.

Formou-se professora, mas trabalhou como funcionária pública e tornou-se diretora de escola. Casou-se e teve três filhos que já lhe deram cinco netos. O casamento acabou, mas a vida continuou... Aos 50 anos, quando morava em Itapetininga, começou sua carreira de escritora e poeta. Hoje, tem um livro de histórias infantis publicado, escrito em homenagem a uma netinha, intitulado Cachinhos de Madalena, ilustrado pelo filho Guto que é artista plástico. Ranhuras da Inquietação é o título de um novo livro de 90 poemas que está prestes a ser publicado. Ela pertence à Academia de Artes e Letras de Cruzeiro e à de Lorena, cuja patrona é Chiquinha Gonzaga, alguém de quem se sente irmanada na irreverência. Foi membro e presidente por duas vezes do Rotary Clube de Cruzeiro, participa do Programa da Terceira Idade da Universidade de São Paulo, de Lorena. Escreve muito, aprecia a vida e aproveita os espaços abertos para a relação com os outros. Uma relação que a inspira ao autoconhecimento e à produção poética como se vê por este poema que ela nos enviou para publicar no site:


Lua Bailarina

Á noite...
miro a Lua 
repleta  de poesia,
dançando sobre o tempo
encoberto pelo sentimento.
A Lua bailarina
descobre a minha sina
ao sorrir para o destino
da minha alma feminina.
Encontros...
desencontros.
Idas e vindas.
Décadas passadas
e uma alma apaixonada.
Sorrio para a bailarina...
cúmplice dos meus sonhos de menina!


Nós agradecemos a Elza nos mostrar os diversos lados de sua vida que a existência modelou – a menina, a bailarina, a mulher.





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